2.5 OS OPERADORES COGNITIVOS DO PENSAMENTO COMPLEXO
(trecho do livro "O Tao da Colaboração")
“El gran Saber todo lo abarca
El pequeño todo lo divide.
Las grandes palabras son fuego.
Las pequeñas, balbuceos inútiles.”
(ZHUANGZI,1998)
Para entrarmos na imensidão do Pensamento Complexo sem esgotarmos todas as páginas desse documento, serão elucidados nesse tópico os operadores cognitivos que o caracterizam e que favorecem sua aplicabilidade prática. Segundo Maria Cândida Moraes, tais operadores foram formulados a partir dos princípios-guia do Pensar Complexo, coletados em distintas publicações de Edgar Morin e de outros autores, como Maria Conceição Almeida (1997 apud MORAES, 2008) e MARIOTTI (1999 apud MORAES, 2008) e vieram sob a afluência conceitual de muitas fontes, por assim dizer; desde o Princípio da Incerteza de Heisenberg e o da Complementaridade de Bohr, passando pelas Teorias Autopoiéticas de Maturana e Varela, das Estruturas dissipativas de Prigogine e da Enação de Varela, além da Biologia das Crenças de Bruce Lipton e os postulados Transdisciplinares de Nicolescu (IDEM, 2008).
Para a construção desse tópico, será usada como referência básica o trabalho de Maria Cândida Moraes, “Ecologia dos saberes: complexidade, transdisciplinaridade e educação: novos fundamentos para iluminar novas práticas educacionais (2008)”, com o apoio dos textos do próprio Morin (1990, 1997, 1999, 2003). E serão usados os Operadores tanto para facilitar a aproximação com o Pensamento Complexo quanto para ser um recurso explicativo sobre os caminhos da pesquisa e sobre o próprio olhar da Medicina chinesa.
O princípio sistêmico-organizacional favorece o pensamento que une, que religa. A partir desse operador, a pesquisa de caráter complexo parte do princípio de que pesquisador, objeto e o próprio método são inseparáveis e a conduta de um influencia a conduta do outro, inevitavelmente. De modo prático, esse princípio nos condiciona a perceber o objeto inserido em todo seu contexto e de forma processual. É dar importância ao cenário e às motivações dos sujeitos em interação dinâmica com os demais e com o meio.
E quando se fala em pesquisa por aqui, na realidade segundo o pensamento chinês, refere-se à leitura e à compreensão dos mecanismos que regem o dia-a-dia, a vida ordinária, as ciências das coisas pequenas, as correlações, as vozes e os silêncios; é disso que se fala por aqui; não se está em busca de grandes descobrimentos ou da pílula que salvará a humanidade; tampouco – indo já para o lado da religião (propõem-se esta inflexão por não haver, de fato, uma cisão estre essas esferas, no modo taoísta de entender a vida) – de um deus externo e inalcançável; busca-se aqui entender padrões de relacionamento entre as partes e a ressonância dessa dança no todo, e vice-versa.
O princípio hologramático coloca em evidência uma visão que contempla o dinamismo e a inseparabilidade entre as partes e o todo, em movimento incessante nos dois sentidos. Uma visão que aproxima sem perder a atenção no todo e afasta sem negligenciar os detalhes. Segundo Morin, “num holograma físico, o menor ponto da imagem do holograma contém a quase-totalidade da informação do objeto representado (MORIN, 1990, p. 108).
Na presente pesquisa, esse princípio é também um convite para que o conhecimento sobre o que se quer revelar seja maturado a partir do movimento de vai-e-vem entre as visões particulares dos participantes e as generalizações sobre a estrutura e funcionamento da plataforma e suas potencialidades; entre os preceitos específicos dos Emblemas e a sincronicidade entre eles na configuração de um paradigma emergente.
O princípio retroativo é um operador decisivo para a ruptura com a causalidade linear – aquela que espera criar leis gerais, com a assepsia dos laboratórios e, assim, domar os percalços da natureza – e para a abertura a um olhar que integra e que se ocupa de perceber as configurações do momento. Esse operador explora a noção do retorno constante e auto ajustável de informações dentro de um sistema e sugere que, a partir de uma causalidade circular de natureza fechada, os resultados de uma mesma ação serão, muitas vezes, distintos, já que causa e efeito estão constantemente passando por transformações mútuas.
O princípio recursivo, assim como o retroativo, também quebra a corrente linear de causas e efeitos e a dualidade entre produto e produtor, estimulando a ideia de amalgama inseparável. Esta noção é essencial para entendermos a necessidade de uma mudança paradigmática na educação que abrace a complexidade do processo pedagógico, como sugere Maria Cândida Moraes (2008).
Em relação à didática, por exemplo, é importante combinar diferentes tipos e estratégias, pois existem aquelas que favorecem predominantemente um tipo de causalidade linear, algo mais previsível, ordenado e determinista e que, por sua vez, não dá conta de explicar a realidade educacional de natureza complexa (...) A complexidade da realidade exige também outras formas de explicação da realidade e incentiva a criatividade, bem como a combinação de determinados tipos de estratégias, epistemológica e metodologicamente compatíveis e que privilegiam uma dinâmica não –linear da realidade, bem como a expressão da multidimensionalidade dos processos de aprender e conhecer. (2008, p. 101)
Já o Princípio dialógico poderia ser muito bem representado pelo famoso símbolo do TÀIJÍ 太极 , com a superação definitiva de qualquer dualidade estanque e mutiladora de processos retroativos, recursivos, sistêmicos e auto-eco-organizadores; em outras palavras, a conciliação definitiva dos contrários é aqui representada.
O Princípio da auto-eco-organização é muito pertinente para o entendimento da realidade educacional colaborativa e horizontalizada, onde a autonomia dos sujeitos está atrelada, necessariamente, à dependência a um organismo maior que mobiliza informações mutuamente ajustáveis e retroalimentadas. Maria Cândida Moraes, a partir de Maturana e Varela (1995) e Capra (1997), fala aqui em redes não-lineares e complexas em processo de sinergia ou de convergência (2008, p. 104).
O operador que subverte totalmente a lógica científica convencional e traz novos ares para o fazer científico é, sem dúvida, o associado ao princípio da reintrodução do sujeito cognoscente. Não que seja mais importante ou mais “revolucionário” que os outros operadores, não é bem isso. De fato, esse está totalmente emaranhado nos anteriores e nos é difícil separá-lo; não obstante, é sabido que uma pretensa isenção e neutralidade do sujeito sempre foi um dos pilares da ciência oficial. Aqui a subjetividade do sujeito cognoscente é resgatada junto com sua criatividade, consciência e história de vida; “toda realidade se manifesta a partir do que o sujeito é capaz de ver, de reconhecer, de interpretar, de construir/ desconstruir e reconstruir em relação ao conhecimento” (MORAES, 2008, p. 106). Ou ainda, como explica Gonzalez Rey:
A capacidade geradora de significados e de sentidos é a de um sujeito que pensa e sente, um sujeito que produz dentro do contexto único de uma história de vida e que aparece em uma multiplicidade de formas, estando constituído em uma multiplicidade de configurações e processos atuais. (2003, p.103)
O Princípio ecológico da ação é precioso para a pesquisa ecossistêmica, complexa e transdisciplinar. É precioso para a pesquisa com viés taoísta e para o aprendizado e reconstrução de qualquer conhecimento, em especial do Saber da Medicina Chinesa, tema central dessa caminhada. Segundo esse operador, toda ação é uma ação ecologizada, ou seja, é retroalimentada a todo instante pelas influências dos outros e do meio que nos envolve, acabando de uma vez com os determinismos e com a previsibilidade dos encontros e processos. Evidentemente que os saberes e percepções regidos pelo princípio ecológico clamam por uma reforma nas estratégias educacionais e essas, quando empreendidas para favorecer o imprevisto e a criatividade nos processos de aprendizagem, tendem a gerar gratas surpresas.
A identificação da presente pesquisa com o operador cognitivo Princípio da Enação é instantânea e fácil de ser percebida; segundo a Teoria da Enação, proposta por Francisco Varela, em linhas gerais, existe uma relação mútua entre observador e observado, ou entre sujeito e objeto, que só existe nessa interação e nessa intencionalidade e convivência. Segundo Maria Cândida Moraes, a qual traduziu as noções neurobiológicas de Varela (VARELA et al., 1997 apud MORAES, 2008) para o contexto educacional, esse princípio revelaria que
a percepção de qualquer fato em si consiste em uma ação que é “perceptivelmente guiada’’, ou seja, que surge à medida que o sujeito observador consegue guiar suas ações na situação local da pesquisa. (...) A evolução de qualquer ação educacional, sendo esta percebida como um sistema complexo depende também de ações consensualmente coordenadas, ou seja, depende de acordos mútuos entre educadores e educandos, para que os resultados possam ser alcançados. (p. 109-110)
Ora, nessa linha de pensamento, a presente realidade investigativa somente pode alcançar uma capacidade construtiva e gerar amarrações cabíveis entre os dados e as correspondências teóricas, graças a esse princípio, já que é justamente a partir da dinâmica relacional entre sujeito e objeto, ou melhor, a partir da coexistência dentro uma unidade maior, que a pesquisa realmente acontece e frutifica. Do mesmo modo que, já adiantando o tópico 2.6, o médico e o paciente (interagente, melhor) devem formar um todo indissociável para que a pesquisa evolua, já que todos os dados do paciente só serão dados vivos a partir da leitura subjetiva do médico, e da troca profícua e dinâmica entre ambos.
Para finalizar esse tópico, o Princípio Ético trata do respeito às diferenças, do fomento à cooperação e desenvolvimento da cultura ética nos empreendimentos educacionais e de pesquisa. Na aprendizagem colaborativa esse princípio se avoluma já que a construção coletiva implica aceitação à diferença e respeito mútuo, além de fomento das parcerias. Nas pesquisas de qualquer ordem, um dos instrumentos para viabilizar esse princípio é o termo de consentimento informado. Outra importante atitude ética em pesquisa é o retorno dos resultados da pesquisa à comunidade envolvida, durante, inclusive, todo o processo de construção (MORAES, 2008, P. 110). Na presente pesquisa, é importante que se diga, todos os participantes receberam o termo (APÊNDICE VI) e, antes de preencher a pesquisa (APÊNDICE I), autorizaram o uso dos dados coletados, tanto na plataforma de ensino, quanto na própria pesquisa.
2.6 O ENCONTRO ENTRE COMPLEXIDADE E RACIONALIDADE MÉDICA CHINESA
“La importancia que concede el taoísmo a lo aleatorio, a lo indeterminado, al caos original del que puede surgir todo rebrote, a la fluidez y a la dinámica, así como a la autoorganización espontánea del mundo, se adelanta varios siglos a las reflexiones de pensadores como E. Morin.” (ROBINET, 1999, p. 182)
“(...) eu era movido por aquilo que o tao chama de espírito do vale, ‘que recebe todas as águas que afluem a ele’.” (MORIN, 1997, p. 41)
A comunhão entre as dimensões da racionalidade médica chinesa e os operadores cognitivos da Complexidade será aqui devidamente apresentada. Tal exercício teórico ganha relevância extra nesse trabalho pois escancara a necessidade de uma abertura metodológica que consiga florescer e, assim, honrar, os aspectos ontológicos e epistemológicos da Medicina Chinesa. Uma abertura metodológica que perceba a necessidade do advento de estratégias educacionais e, por que não, científicas, que deem conta da Complexidade do conhecimento médico chinês e de suas circunstâncias. Importante ter em consideração, no entanto, que estamos lidando com Emblemas que nos ajudam a refletir sobre o mundo e a caminhar com desenvoltura em meio ao caos, e não com categorias teóricas estanques e estéreis que nos forneçam fórmulas e protocolos de sucesso.
Edgar Morin, em seu texto “Da necessidade de um pensamento complexo” (2003), escreve sobre a urgência de um projeto de conhecimento que teça caminhos, que promova uniões, que dê conta do multidimensional, que acolha o desconhecido e o contraditório, que assuma riscos e rompa as fronteiras das disciplinas – e que, por fim, abertas as disciplinas, que permita-se costura-las numa mandala libertadora, numa trama cheia de entrelinhas, poros e possibilidades.
Nesse mesmo texto, Morin afirma que “o pensamento chinês funda-se sobre a relação dialógica (complementar e antagônica) entre o yin e o yang e, segundo Lao Tsé, a união dos contrários caracteriza a realidade” (2003, p. 19); temos aqui então, devidamente apresentado, um dos operadores cognitivos da complexidade: o princípio dialógico. O mesmo autor, em seu livro Introdução ao Pensamento Complexo, fala sobre o que ele chama de primeiro princípio para ajudar-nos a pensar a complexidade: “o princípio dialógico permite-nos manter a dualidade no seio da unidade. Associa dois termos ao mesmo tempo complementares e antagônicos” (MORIN, 1990, p.106).
Outro operador, o princípio recursivo, pode ser facilmente identificado em toda a estrutura de pensamento da medicina chinesa. A investigação chinesa, note-se, não se preocupa excessivamente com as causas e os efeitos, ou por descobrir a causa que leva linearmente a um efeito específico, como entendemos no Ocidente. A maior preocupação reside nas relações entre os elementos que manifestam um determinado Padrão de Desarmonia . A ideia de “padrões” na terapêutica chinesa leva a uma troca de sentido das palavras, e o que antes era causa ou efeito, agora pode ser tanto causa como efeito e, inclusive, causa e efeito (KAPTCHUK, 1995).
En el ‘pensamiento por patrones’ chino, lo que en un principio podría parecer una causa se convierte en parte del cuadro, inseparable e imposible de distinguir del efecto. El pensamiento por patrones incluye la causa, definiéndola en términos del efecto u convirtiéndola en parte del patrón total. Lo que nosotros en Occidente denominamos una causa tiene poca importancia en el pensamiento chino. Las líneas rectas de causalidad se doblan en círculos. (IDEM, p. 136)
Nesse caminho, segundo os chineses, as pessoas entram em desarmonia devido, principalmente, a três categorias de fatores: falta de ajuste dinâmico entre o organismo e o meio ambiente; desequilíbrios emocionais ou causados por dificuldades de expressão ou transformação das emoções; estilo de vida que desrespeita os mecanismos complementares de ajuste dinâmico. Tais fatores, no entanto, ainda quando esteja instalada uma condição global desajustada, não são contemplados como algo separado do transtorno em si, e sim formam parte da malha complexa que caracteriza a vida.
De modo que o desafio, para o cientista que tenta desvendar o quadro, é justamente entender de que modo causa e efeito se emaranham e se confundem. E mais, de que modo, e em que amplitude, tais manifestações (ou sinais e sintomas) nos ajudam a entender os processos intrínsecos de autorregulação – os quais já estão em movimento no organismo. Para esse cientista-estrategista chinês, o mais importante é deixar advir o efeito; ou, como esclarece François Jullien, “em vez de se ater aos aspectos opostos das coisas, tais como a consciência comum os percebe, e de mantê-los isolados, o sábio sabe discernir a interdependência deles para aproveitá-los” (1998, p. 140)
Em conformidade com a percepção de uma causalidade cíclica, o segundo princípio postulado por Morin para se pensar a complexidade foi assim anunciado:
um processo recursivo é um processo em que os produtos e os efeitos são ao mesmo tempo causas e produtores daquilo que os produziu. [...] A ideia recursiva é portanto uma idéia em ruptura com a idéia linear de causa/ efeito, de produto/produtor, de estrutura/superestrutura, uma vez que tudo o que é produzido volta sobre o que produziu num ciclo ele mesmo auto-constitutivo, auto-organizador e auto-produtor. [...] Juntai a causa e o efeito, e o efeito voltará sobre a causa, por retroacção, o produto será também produtor. Ides distinguir estas noções e ides juntá-las ao mesmo tempo. Ides juntar o Uno e o Múltiplo, ides unir, mas o Uno não se dissolverá no Múltiplo e o Múltiplo fará apesar de tudo parte do Uno. (MORIN, 1990, p. 108)
Já o diagnóstico na Medicina Chinesa é desenvolvido a partir dos quatro níveis de comunicação (observação, olfação e audição, interrogatório/anamnese, e palpação) entre o médico e o paciente. A partir dessa interação, o “diagnosticador” percebe determinados Padrões de Funcionamento no “diagnosticado”, com a união entre todos os sinais e sintomas observados; ou, dito de outro modo, o acupunturista revela o “potencial da situação” e, ao perceber e conceber o tipo de “propensão”, ele simplesmente se apoia na tendência que o organismo já emana; uma tendência para o ajuste que será apenas favorecida, não forçada.
Esses níveis de comunicação podem, aqui, ser comparados aos níveis de percepção de Nicolescu (2003) já que o médico deve perceber a realidade e, especialmente o organismo, e sua multidimensionalidade, por meio de níveis diferentes de percepção. Ora, a tarefa desse cientista liberto – pois guiado por uma ciência que não pode ser separada da arte, da filosofia, nem tampouco das forças de religação – será então coletar dados por meio do toque, do cheiro, da observação, do escutar e do perguntar. É dizer, por meio dessa coleta multidimensional (sim, a sensibilidade do observador e sua permeabilidade aos sentimentos e, inclusive, às palavras que não puderam ser expressas, são aqui elevadas à categoria de dados imanentes – uma materialização da Escuta Sensível e do Sentipensar) o cientista chinês busca compreender a complexidade que envolve cada um e cada situação.
Revelados os padrões de funcionamento, a terapêutica apropriada será então construída, de forma dinâmica e ajustada a cada momento, com a intenção de harmonizar os sistemas dentro do conjunto, e ativar os mecanismos da “transformação silenciosa” (JULLIEN, 1998), ou mecanismos intrínsecos de autorregulação, à semelhança do princípio da autopoiese propagado por Maturana e Varela, o qual prega que a circularidade e a inseparabilidade entre o organismo e o meio regem toda a transformação e o ajuste dinâmico, onde
a ontogenia de um ser vivo é uma deriva estrutural, na qual as mudanças estruturais que ocorrem são contingentes com as interações com o meio. Não são determinadas pelas circunstâncias do meio, mas são contingentes com elas, porque o meio apenas desencadeia no ser vivo mudanças estruturais. (2001, p. 81.)
Em sintonia com o sistema de diagnóstico, com a terapêutica chinesa e com toda a teoria básica da Medicina Chinesa e, especialmente, com o Taoísmo, Edgar Morin postula assim o terceiro princípio da complexidade:
O terceiro princípio é o princípio hologramático. Num holograma físico, o ponto mais pequeno da imagem do holograma contém a quase-totalidade da informação do objecto representado. Não apenas a parte está no todo, mas o todo está na parte. (MORIN, 1990, p. 108)
Na mesma linha, e com uma sincronicidade interessante, Ted Kaptchuk explica assim o método da Medicina chinesa:
não podemos entender o todo até conhecermos as partes e não podemos compreender as partes sem conhecer o todo. Compreender o detalhe A, por exemplo, não tem um grande valor até que se tenha percorrido todo o circuito da medicina chinesa, e então A se mostra rica e útil. A parte só pode ser conhecida quando o todo é aparente. (1995, p.159, tradução minha)